Nunca fui muito ligado em filmes de terror, mas nos últimos
anos fiquei curioso. Passei a ver filmes de diversos gêneros e filões. Embora
tenha muito certo qual é o tipo de filme que eu gosto, por vezes acabo me
surpreendendo ao encontrar um filme que aparentemente tinha tudo para me
desagradar. Tive um gerente certa vez que gostava muito de filmes de terror.
Mas de todos os tipos, desde os farofas até os mais sérios. Ele sempre me
recomendava diversos filmes que tinha visto no passado, assim como alguns
recentes que valessem a pena. A maioria das vezes eu simplesmente me divertia
ouvindo suas histórias e vendo seu prazer em contar para qualquer um que
estivesse disposto a ouví-lo, mas no final acabava não indo atrás dos tais
filmes.
Algum tempo se passou e eu comecei a abrir um leque de
opções maior. Comecei a assistir a coisas diferentes, as vezes sem nenhuma
pretensão de ser surpreendido, as vezes procurando uma grande surpresa. Mas
aprendi que, no geral, o melhor é não ter tantas expectativas sobre nada na
vida. E foi assim que descobri alguns ótimos filmes, incluindo alguns de
terror. Por exemplo Expresso do Horror.
Foi com muita frequência que ouvi falar de George Romero,
inclusive com as várias regravações de seus filmes. Certeza que ele é muito
popular, mas resolvi finalmente experimentar. Ontem assisti a Dia dos Mortos, o
original de 1985. E fiquei exultante do início ao fim. Não só pela história,
pelas sequências de ação, mas também pelos personagens bem construídos e seus
ótimos atores e atrizes. E me surpreendi realmente ao notar a profundidade do roteiro, tratando de temas
psicológicos que não se esperam num filme do gênero.
Os atores são muito bons, como eu já disse, e te conquistam.
Desde os protagonistas até os antagonistas. Como por exemplo o Capitão Rhodes
que encarna um odioso tirano, ou por exemplo o piloto John com sua absoluta
retidão de caráter.
E destaque para o absurdo Bub, um zumbi que se tornou o
anti-herói do filme e está evidenciado no pôster.